Medidas de Controlo de Infecção Respiratória
Existem algumas medidas simples relativas à HIGIENE PESSOAL que, se forem adoptadas por todos, podem impedir a transmissão de microrganismos, ajudando assim a evitar a disseminação de gripe sazonal e de outras infecções respiratórias:
- As regras básicas de etiqueta respiratória são:
cobrir o nariz e a boca durante a tosse e o espirro, de preferência com um lenço de papel de uso único;
deitar ao lixo os lenços imediatamente depois de utilizados e, de seguida,
lavar bem as mãos com água e sabonete líquido (em alternativa, usar um desinfectante à base de álcool);- A correcta higienização das mãos é a medida mais importante para reduzir o risco de transmissão de uma infecção de uma pessoa para outra.

A higienização das mãos deve ser sempre feita:
após tossir, espirrar, manusear lenços usados ou tocar objectos, materiais ou superfícies que possam ter sido contaminadas por alguém infectado;
depois de contactar com pessoas com doença respiratória;
depois de utilizar as instalações sanitárias;
antes de comer;
ou sempre que as mãos estiverem visivelmente conspurcadas.

A efectiva higienização das mãos implica aprender a técnica correcta de lavagem das mesmas:
remover anéis e alianças;
molhar as mãos com água morna corrente;
depositar sabonete líquido nas palmas das mãos;
esfregar uma mão contra a outra (sem as ter debaixo de água), de modo a criar uma camada de sabonete sobre todas as superfícies das palmas e das costas das mãos e os dedos, incluindo o espaço entre o dedo indicador e o polegar e debaixo das unhas; este passo deve demorar, pelo menos, quinze segundos;
enxaguar com água morna corrente, deixando a água escorrer para o lavatório e não pelos cotovelos abaixo;
secar bem com um toalhete de uso único, usá-lo para fechar a torneira e para abrir a porta e depositá-lo num receptáculo adequado;para prevenir a secura da pele, é conveniente usar um sabonete líquido suave, água morna e não fria, secar as mãos sem esfregar e aplicar hidratante frequentemente.
A técnica correcta de lavagem das mãos recorrendo a desinfectantes das mãos à base de álcool é a seguinte:
remover anéis e alianças;
não utilizar estes produtos na lavagem com água;
depositar desinfectante suficiente nas palmas das mãos; o volume necessário varia de produto para produto; no entanto, deve ser aplicada uma quantidade que mantenha as mãos húmidas durante quinze segundos;
esfregar uma mão contra a outra, cobrindo com o desinfectante todas as superfícies das palmas e das costas das mãos e os dedos, incluindo o espaço entre o dedo indicador e o polegar e debaixo das unhas;
só parar de esfregar quando as mãos estiverem secas;
não utilizar toalhetes de papel para secar as mãos;
é recomendada a lavagem das mãos com água e sabonete após cinco a dez aplicações de gel ou se as mãos estiverem visivelmente conspurcadas ou contaminadas com fluidos orgânicos.
Mesmo que a lavagem das mãos seja correcta e frequente, o toque na face deve ser evitado pois apresenta riscos relevantes pelo potencial de transmissão de infecções respiratórias a partir de mãos que contactaram com superfícies contaminadas por gotículas infectadas.
- Outra das formas de quebrar a cadeia de transmissão de infecções respiratórias é evitando o contacto próximo com pessoas doentes. Do mesmo modo, o próprio doente deve abster-se do contacto próximo com as outras pessoas, protegendo-as, assim, da doença em questão.
A HIGIENE DAS INSTALAÇÕES minimiza a transmissão do vírus através das superfícies, apesar desta via ser menos importante que a transmissão directa pessoa a pessoa.
O vírus da gripe é inactivado pelos sabões e pelos desinfectantes habituais, pelo que não é necessária a utilização de produtos anti-sépticos ou outros desinfectantes especiais.
As superfícies que são frequentemente tocadas pelas mãos (por exemplo, torneiras, telefones, teclados, “ratos” de computadores, puxadores, balcões e corrimões) devem ser limpas diariamente.
Os copos, as chávenas, os pratos e os talheres não devem ser partilhados e devem ser lavados preferencialmente numa máquina da louça (em alternativa, lavar bem com água quente corrente e detergente da louça) de cada vez que são usados.
A ventilação adequada das instalações limita a disseminação das infecções respiratórias. Assim, todos os espaços devem ser bem ventilados, de preferência abrindo janelas ou, em alternativa, através de sistemas de ar condicionado bem desenhados e mantidos.

Estas são algumas dicas para nos mantermos informados... e é um trabalho executado pela Universidade do Porto mais propriamente pela Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto (FCNAUP). Para mais informações visite o site da Faculdade de Ciências do Porto
Fiquem todos bem,
Ana
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