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terça-feira, 11 de agosto de 2009

Ponto de situação do vírus da gripe A - 10 Agosto 2009 - 19h00

Portugal registou, nas últimas 24 horas, 53 casos confirmados laboratorialmente de infecção pelo vírus da Gripe A (H1N1).

Dos casos confirmados, 34 indivíduos são do sexo masculino e 19 do sexo feminino. As idades variam entre os 10 meses e os 55 anos, com predominância da faixa etária entre os 11 e os 20 anos.

Verificaram-se 32 casos de transmissão secundária e 6 de transmissão terciária. Os restantes 15 são importados.

Há registo, hoje, de três creches onde foram diagnosticados casos de Gripe A: 9 crianças numa creche do concelho de Lagoa, no Algarve, 4 num infantário do concelho de Alenquer e uma numa creche de Armação de Pêra, Algarve. Em todas elas, foram identificados os contactos próximos e feita a quimioprofilaxia.

As instituições de Lagoa e de Alenquer foram encerradas, com o objectivo de conter a propagação do vírus. Quanto a Armação de Pêra, as autoridades de saúde encontram-se ainda a avaliar a situação.

Estão, actualmente, 9 pessoas hospitalizadas, cuja situação clínica é estável. A maioria deve ter alta hospitalar das unidades de referência nos próximos dias.

No Hospital de São João, permanecem internados dois doentes. O homem, de 63 anos, proveniente do Brasil, com patologia crónica subjacente, já teve alta dos cuidados intensivos e está clinicamente curado da gripe.

Em relação à mulher de 30 anos com quadro clínico de pneumonia, o prognóstico mantém-se reservado.

A existência de casos de infecção pelo vírus H1N1 da Gripe A com uma situação clínica grave não é inesperada. A maioria das infecções registadas em todo o mundo, e também em Portugal, apresenta um quadro clínico benigno. Há, no entanto, registo de casos graves relacionados com esta infecção, em vários países, motivados pelo agravamento de uma situação de doença pré-existente à infecção ou por complicações decorrentes da própria infecção.

Apesar disso, não há razão para alarme, mas sim para que se mantenha uma atenção redobrada.

A estratégia seguida pelo Ministério da Saúde teve sempre em conta a possibilidade de surgirem casos de maior gravidade, pelo que foram seleccionadas unidades hospitalares de referência para a Gripe A: os Hospitais Curry Cabral e Dona Estefânia, em Lisboa, os Hospitais de São João e de Santo António, no Porto, os Hospitais da Universidade de Coimbra, o Hospital de Vila Real, o Pediátrico de Coimbra e o Hospital de Faro.

Como era esperado pelas autoridades de saúde pública, o aumento do número de casos de transmissão secundária, e de possíveis terciários, é consequência do crescimento do número de casos importados que se tem verificado em Portugal.

Justifica-se, assim, alargar aos cuidados de saúde primários o atendimento de casos suspeitos de Gripe A. Tal como o Ministério da Saúde havia já anunciado, estão a entrar em funcionamento, progressivamente, Serviços de Atendimento da Gripe em todo o país, em função das necessidades identificadas em cada região.

Depois do Serviço de Loulé, que abriu no passado sábado, e do de Évora, que entrou hoje em funcionamento, vão seguir-se, nas próximas semanas, vários serviços, de forma a abranger o país de Norte a Sul. A abertura de cada um será anunciada pela respectiva Administração Regional de Saúde, à medida que estes comecem a funcionar. Para estes serviços, o encaminhamento dos doentes será também efectuado sempre pela Linha de Saúde 24, após contacto telefónico dos cidadãos, à semelhança do que acontece, actualmente, com a referenciação para os hospitais.

Portugal contabiliza, desde o início de Maio, um total cumulativo de 607 casos confirmados de Gripe A (H1N1). A quase totalidade destas pessoas já retomou a sua vida diária, com normalidade e, na maioria dos casos, não houve necessidade de internamento hospitalar.

Para mais informações visite o site DGS.

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