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domingo, 9 de agosto de 2009

Oliveira de Azeméis - Morto à queima-roupa em ajuste de contas - 09 Agosto 2009

Oliveira de Azeméis: Há dois meses tinha sido espancado com barras de ferro


"Segurei-lhe na cabeça, ele suspirou três vezes e morreu." Manuel Ferreira – que encontrou a vítima a esvair-se em sangue – descreve assim os últimos momentos de António Loureiro Afonso, 43 anos, pai de dois menores, ontem assassinado à queima-roupa com três disparos de caçadeira de canos serrados. A vítima ia a caminho do trabalho, em Oliveira de Azeméis. A família não tem dúvidas de que se tratou de uma vingança.

"Eu estava na cama, passava pouco da meia-noite, quando ouvi um grande barulho. Quando desci à rua, vi um Renault Clio branco a acelerar e ouvi alguém gemer. Fui ver e era a vítima, caída no chão, com a cabeça entre a roda e o pára--choques da sua mota", conta Manuel Ferreira.

Os familiares de António garantem que ele andava a ser seguido e que ontem foi vítima de uma cilada. "Há dois meses que ele tinha sido agredido por um grupo que lhe fez uma espera e lhe bateu com barras de ferro", revelou o sogro, António Figueiro.

Segundo o mesmo familiar, António Afonso tinha mesmo suspeitas sobre quem lhe queria fazer mal. "Ele dizia que era alguém do trabalho, mas nunca apontou nomes. Agora, ficou para ele", lamenta o sogro. A PJ investiga o crime.

VÍTIMA AINDA TENTOU FUGIR DOS HOMICIDAS

Tudo se passou em segundos no lugar de Abelheira, em Oliveira de Azeméis. António Afonso seguia como habitualmente no seu motociclo para mais uma noite de trabalho, numa fábrica de moldes de plástico, quando foi abordado por dois homens que seguiam num Renault Clio. António terá visto um deles armado e começou a gritar por ajuda enquanto tentava fugir. Em vão. O homem foi abalroado junto a um contentor de lixo e ficou indefeso. Um dos atacantes saiu do carro e atingiu António à queima-roupa com três tiros no peito. Rapidamente, a dupla arrancou a toda a velocidade, deixando a vítima a esvair-se em sangue, com a cabeça presa entre a roda e o pára-choques do seu motociclo. Quando os Bombeiros de Oliveira de Azeméis chegaram ao local, já nada havia a fazer. O corpo foi levado para o Instituto de Medicina Legal.

ASSASSINOS CONTINUAM A MONTE

Até à data, nenhum suspeito da morte de António Afonso tinha sido detido pela Polícia Judiciária do Porto, que está encarregue da investigação. Ontem, na rua onde o homem foi abatido, ainda havia marcas de sangue no chão e numa parede. Evidências da brutalidade do crime.

A família da vítima garante que António não tinha inimizades e atribui ao espírito "frenético e respondão" a explicação para que alguém o quisesse atacar num ajuste de contas. "Nunca conheci ninguém que lhe quisesse mal. Ele, às vezes, era impulsivo e respondia às pessoas, mesmo aos encarregados. Mas era a maneira de ele ser", afirmou Fernando Beco, tio da vítima. "Agora, chegar a isto, a dar três tiros a uma pessoa... Não percebo como este mundo anda", acrescentou o homem, muito revoltado.

A autópsia ao cadáver de António Afonso deverá realizar-se amanhã.

PORMENORES

TRÊS TIROS

António foi atingido com três tiros de caçadeira de canos serrados no peito. Morreu poucos minutos depois, antes da chegada dos bombeiros.

16 ANOS NA FÁBRICA

A vítima era actualmente manobrador de empilhadores na Simoldes Plásticos, fábrica onde trabalhava há 16 anos. "Era um paz de alma", dizem os amigos.

FILHOS MENORES

António vivia na freguesia de Loureiro com a mulher e dois filhos: uma rapariga, de 17 anos, e um menino, de 11.

Para mais informações visite o site do CM.

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